LUÍS MORAIS (1934-2002), líder do grupo “Voz de Cabo Verde”, morreu a 25/09/2002, numa unidade hospitalar de Bedford, nos Estados Unidos, vítima de um tumor na garganta.
Compositor, flautista, saxofonista e clarinetista, Luís Morais nasceu na cidade cabo-verdiana de Mindelo, ilha de São Vicente, e percorreu vários cantos do Mundo com a sua banda, chegando mesmo a merecer a distinção de embaixador da Música de Cabo Verde.
Luís Morais criou a “Escola Musical do Mestre Luís Morais”, na sua cidade natal, com o objectivo de formar novos músicos, capazes de renovar e recriar a música do arquipélago.
“Boas Festas”, gravado na década de sessenta, é um dos temas emblemáticos do repertório deste grande senhor da música de Cabo Verde, e um dos mais rodados de todos os tempos.
Fonte: Várias, Internet.
ILDO LOBO
... Fez parte da mítica formação cabo-verdiana Os Tubarões, que marcaram a música de Cabo Verde a partir da época da independência, a 5 de Junho de 1975, até à década de 90. Dividindo a sua carreira como músico com a profissão de oficial de alfândega, Lobo era não só conhecido pelas suas mornas, funanás e coladeras, como pelas suas posições políticas e discurso interventivo de cariz marxista.
Depois da extinção dos Tubarões, o cantor prosseguiu uma carreira a solo tendo gravado o seu primeiro disco em 1996, com o título "Nos Morna", dedicado ao pai que acabara de falecer e inteiramente preenchido por mornas. A produção esteve a cargo de Mário Lúcio, do grupo Simentera, e a gravação decorreu em Paris com músicos oriundos da ilha de Santiago. No álbum seguinte, de 2001, "Intelectual", teve a acompanhá-lo a banda de Cesária Évora. Ao longo da sua carreira, iniciada aos 14 anos no conjunto Madrugada e prosseguida nos Tubarões, Ildo Lobo deu voz a compositores como Manuel d'Novas e Renato Cardoso e interpretou mornas como "05 de Julho", "Cabral ká morri" e "Porton di nôs ilha". Participou ainda numa homenagem a Timor-Leste durante a luta de independência deste país, com o funaná "Ask Xanana" (adaptado de um tema dos Tubarões, "Djonsinho Cabral"), e no disco "Filhos da Madrugada", onde cantou temas de José Afonso. A sua última apresentação em Portugal aconteceu a 2 de Fevereiro, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
Fonte: Jornal Público Jornalista: Monica Lindim (21 de Outubro 2004)
FERNANDO QUEJAS Fernando Quejas tem, pelo menos, um mérito que ninguém lhe nega. Numa altura em que a música Cabo-verdiana era paraticamente desconhecida em Portugal e no estrangeiro, ele teve o arrojo de a cantar e foi pela sua voz que muitos portugueses ouvira pela primeira vez, com deleite, a doce melodia da Morna.
Veio para Portugal em 1947 e lutou com afinco para conseguir uma oportunidade de se mostrar como cantor e impôr-se como músico Cabo-verdiano perante a sociedade Portuguesa daquela época.
Para tornar a música Cabo-verdiana mais facilmente aceitável pelo público Português encaminhou a Morna um pouco para o lado da sua irmã, o Fado. Foi então muito contestado em Cabo Verde, onde se achava que ele a deturpar a mais genuína música da sua Terra metendo ainda orquestrações e instrumentos que não tinham nada a ver com a Morna. Hoje é considerado pioneiro desse novo estilo de música Cabo-verdiana.
Possui 21 discos gravados desde os anos 50, dos quais constam composições de Eugénio Tavares e B.Léza e um CD (Corridor di Fundo) gravado mais recentemente.
in CD "LISBOA - Nos Cantares Cabo-verdianos" A. Rui Machado